A primeira experiência com um carro eletrificado! - Parte 1

E porque um investidor imobiliário também usa um automóvel...vou-lhe contar tudo sobre a minha experiência com o primeiro carro eletrificado!

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Marco Libório é consultor na área financeira e fiscal há cerca de 20 anos. Fundou a UWU Solutions em 2003, onde exerce funções de CEO e Senior Consultant.

Paralelamente, é docente e formador deste o ano 2000, tendo lecionado nomeadamente na ESB da Universidade Católica Portuguesa e no IPL – Instituto Politécnico de Leiria

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Na 2ª edição, para além das atualizações decorrentes de alterações legais, foram adicionadas várias matérias que não tinham sido abordadas na 1ª edição (por exemplo, a transparência fiscal, o regime fiscal especial na revenda aplicável às empresas, ou o reinvestimento que pode reduzir o IRC em 50% sobre uma mais-valia). Simultaneamente, temos agora 21 Casos Práticos (na 1ª Edição eram 16). Para além de atualizar os que se mantém, adicionei 6 casos completamente novos!

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Na 2ª edição, para além de atualizações decorrentes de alterações legais, adicionei matérias não abordadas na 1ª edição, assim como 6 novos Casos Práticos.
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...E porque um investidor imobiliário também usa um automóvel...vou-lhe contar tudo sobre a minha experiência com o primeiro carro eletrificado! - Parte 1

Há cerca de 3 anos comecei a analisar a hipótese de trocar de carro. A viatura que tinha na altura já contava com alguma idade, e achei que estava na hora certa de procurar uma alternativa mais recente. No verão desse ano consegui vender o carro que possuía e, pela primeira vez, coloquei como hipótese adquirir uma viatura eletrificada. Na altura, falei com várias pessoas sobre este assunto, no sentido de obter inputs e opiniões sobre a melhor decisão a tomar. Como facilmente compreenderá, obtive feedback de vários tipos e até contraditórios. Se, por um lado, ouvi alguns que me diziam que "... isso dos carros "a pilhas" não faz qualquer sentido!", outros afirmavam peremptoriamente que "O futuro está nos elétricos, claramente! Os carros a combustão fazem parte do passado!". Todos escutei com atenção, e de todos procurei tirar algo útil para a minha tomada de decisão que estava iminente.

Tento ponderar bem as minhas decisões nos vários aspetos da minha vida, considerando com razoabilidade e bom-senso todas as variáveis. No entanto, confesso-lhe que no caso da escolha de um carro é-me mais difícil fazer esse exercício. E porquê? Porque é uma decisão que tem muito de emocional! Pelo menos para mim, que sempre adorei automóveis.

Na verdade, a viatura que possuía anteriormente foi uma aquisição puramente emocional. O carro em questão era um desejo meu de há vários anos, e avancei para a respetiva aquisição conduzido completamente pela emoção. Era uma viatura de facto impressionante, esteticamente apelativa e distinta, com performances assinaláveis, e um prazer de condução elevado. No entanto, estamos a falar de uma viatura tipificada como Classe 2 nas portagens, motor com 6 cilindros, bi-turbo, com um consumo médio de 12l/100kms (facilmente estava acima deste valor), e cujo valor de IUC, de seguro anual, ou o montante gasto em cada troca de pneus, me faziam pensar frequentemente se tinha de facto tomado a melhor decisão. Estava claro que, racionalmente, a escolha tida sido errada. Isto é, colocando emoção e razão nos dois pratos da balança, eu tinha feito uma opção clara de dar primazia à vertente emocional. Pois bem, sejamos claros: paguei por isso, literalmente!

Aprendida a lição, quando chegou a hora de adquirir uma nova viatura, a razão teria de ter um peso pelo menos igual ao da emoção. Recuemos então até há 3 anos atrás... como disse, ouvi várias opiniões. Mas não só! Experimentei vários carros, de diversos tipos, naturalmente dentro do orçamento estipulado e cumprindo os restantes requisitos que impus. Recordo que, pela primeira vez, coloquei na "equação" viaturas eletrificadas. Experimentei na altura, e pela primeira vez, conduzir viaturas 100% elétricas e híbridas. Confesso-lhe que gostei muito desde o primeiro contacto! A suavidade, o silêncio, ou a rapidez de resposta ao acelerar, cativaram-me. A solução 100% elétrica tinha, para o meu perfil de utilização, um handicap: a autonomia. Bem sei que, hoje em dia, esse problema está bem mais mitigado, mas naquela altura representava, para mim, uma dificuldade, tendo em conta as viagens que necessitava de fazer vs autonomia da viatura vs rede de postos de carregamento.

Face a isto, a aquisição de uma nova viatura "tradicional" a combustão não estava totalmente posta de lado. No entanto, essa não seria a solução ideal, devido nomeadamente à crescente fiscalidade (quer sobre a própria viatura, quer também a que incide sobre o combustível). Desta feita eu estava mesmo apostado em escolher a melhor opção e a tomar a decisão mais acertada. Foi então que começou a ganhar corpo a alternativa "híbrido plug-in". Na verdade, esta poderia ser a solução mais equilibrada, senão vejamos. Por um lado, o problema da autonomia estava definitivamente resolvido. Por outro, os benefícios fiscais para os plug-in, embora mais reduzidos que os destinados a 100% elétricos, ainda assim eram muito interessantes, fazendo descer consideravelmente o custo total da viatura, comparativamente com a opção de 100% combustão.

Após algumas semanas de análise das várias alternativas, acabei então por chegar à decisão final: adquiri uma viatura híbrida plug-in. A escolha foi motivada essencialmente pelas razões que aduzi, sendo que a componente fiscal teve um peso muito significativo na minha decisão. Por exemplo, foi-me possível deduzir o IVA de preço de aquisição, o que naturalmente reduz significativamente o custo real do carro. Confesso-lhe que fiquei muito satisfeito comigo próprio e com o que tinha decidido. Afinal, eu consegui equilibrar a emoção com uma boa dose de razão na escolha de um automóvel!  Acredite que, no meu caso, tal não se afigurava fácil. Desafio vencido! 

Viajemos agora até à atualidade. Se há 3 anos, no momento da compra, eu valorizei sobretudo os benefícios fiscais em vigor à data, hoje, alguns milhares de kms depois, posso partilhar consigo que a viatura escolhida tinha reservado para mim uma surpresa muito agradável!

Quer saber qual? Conto-lhe tudo no próximo conteúdo!

Um abraço e bons investimentos!

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